segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Centro de Formação em Segurança Urbana certifica 197 Inspetores da GCM no Curso Escola de Comando

Foto: Guty/SMSU

O Centro de Formação em Segurança Urbana - órgão gestor da política de ensino da Secretaria Municipal de Segurança Urbana certificou nesta quarta-feira (22/12), às 15h, no Edifício Matarazzo, 197 inspetores da Guarda Civil Metropolitana e sete inspetores de outros estados e municípios - no Curso Escola de Comando - 1ª fase e Módulo Avançado (alto comando).

O curso voltado ao planejamento, gestão e liderança, sobretudo para os Inspetores que possuem cargos de comando e chefia na GCM, teve início em fevereiro deste ano, com conteúdo programático distribuído em 300 horas/aula, incluindo 50 h/a no eixo temático “planejamento estratégico”, especialmente direcionado aos que exercem os mais altos cargos da Corporação.

Para o Coordenador Geral do Centro de Formação, Flávio Paulo Domingos Rosa, o conteúdo dessa capacitação foi voltado ao debate, à reflexão e ao desenvolvimento de competências, habilidades e atitudes com vistas ao aprimor"mento profissional almejado na área de planejamento, gestão e liderança. ”Hoje é uma data importante, este curso é inédito nesta corporação e os senhores têm o saber, a ferramenta para orientar a tropa de tal forma, que a GCM possa atuar ainda mais dentro dos padrões de gestão da qualidade exigidos pela sociedade e incorporados pela Secretaria”.

De acordo com o Secretário Edsom Ortega, investir na formação dos líderes e chefias dentro das corporações é de fundamental importância. “Os servidores precisam estar sempre atualizados para que possam executar suas tarefas com qualidade, atendendo as demandas que surgem a cada dia em uma sociedade cada vez mais exigente, em especial dos agentes públicos para um serviço ágil e eficiente”.

O Secretário destacou ainda os investimentos aplicados na Corporação, tais como: a aquisição de novas viaturas e instrumentos (rádio digital, vídeo-monitoramento e GPS com alta tecnologia – investimento superior a R$ 40 milhões, além da entrega de novos veículos 4X4 para a Guarda Ambiental, totalizando mais de 65 a serviço da proteção de mananciais e áreas verdes, bem como em beneficio de todos os munícipes da cidade de São Paulo.

Para o Comandante Geral da GCM, Joel Malta de Sá, “o curso proporcionou uma maior interação com os inspetores regionais e a percepção das metodologias aplicadas numa operação mais ampla, atendendo a todas as instâncias hierárquicas”.

Prestigiou também a Cerimônia, o presidente da Associação Internacional de Policia, Jarim Lopes Roseira; o Chefe de Gabinete Paulo Cesar Franco; o Coordenador de Administração e Finanças, José Aparecido Titoneli; o Subcomandante da GCM, Francisco Mauricio Marinho; o Inspetor Chefe da Superintendência de Planejamento Moacir Urban Sorrentino; o Superintendente de Operações da GCM, Dalmo Luiz Coelho Alamo; os Comandantes e Inspetores Chefes das 31 inspetorias e dos cinco comandos da Guarda Civil Metropolitana, representantes da Guarda Civil de Osasco, Taboão da Serra, Curitiba, Guarulhos, Maranhão, Embu Guaçu, entre outros servidores da SMSU.

Parcerias:

Para a realização deste curso, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, por meio do CFSU firmou parceria com diferentes organismos, entidades e com a Polícia Militar, da qual se destacou o “Método Giraldi”, técnica utilizada naquela Corporação e agora também na GCM-SP, como instrumento do tiro defensivo na preservação da vida. Foram promovidas palestras que contribuíram na troca de experiências entre outras Guardas Civis do País.




Homenagem aos primeiros colocados

O inspetor Eduardo Siqueira Bias, mestre de cerimônia e orador da turma destacou os inspetores com maior aproveitamento no curso: Marcos Bazzana Delgado, Antonio Carvalho Silva e Paulo José Barbosa, respectivamente, , e colocados. Também foram homenageados o Comandante Geral da GCM Joel Malta de Sá, como 1º colocado do “Módulo Avançado”, a Inspetora Maria das Dores de Oliveira, como 1ª colocado feminino e o Subcomandante da Guarda Civil de Guarulhos, Francisco Morota da Silva, como 1º colocado entre os alunos convidados.

Centro de Formação em Segurança Urbana já capacitou mais de dez mil servidores

No período de 2005 a 2010, o CFSU capacitou cerca de 10 mil servidores da SMSU e de outros Estados do país, desde cursos de qualificação, capacitação e aperfeiçoamento em todos os níveis hierárquicos, conforme exigência da Lei Municipal 13.768/04, até cursos de capacitação para servidores da administração de pasta.

Entre os cursos dirigidos à GCM, destacaram-se a formação de GCM 3ª classe, capacitação para Classes Distintas e Inspetores; Atendimento ao Turista em Língua Estrangeira – Inglês e Espanhol; Credenciamento de Motoristas e Motociclistas; Estágio de Qualificação Profissional– EQP e Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS (incluindo o “Método Giraldi” na instrução de tiro), conselheiros em direitos humanos, motociclistas batedores, guardas vidas, além do curso Escola de Comando destinado ao aperfeiçoamento de cerca de 200 Inspetores, qualificando-os ao exercício de cargos de comando e chefia na GCM.

Texto:Ivonete Pereira

Colaborou: Fatima Brito

Fonte: www.prefeitura.sp.gov.br

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Encerrando Ciclos

Sônia Hurtado -  “Encerrando Ciclos”.


“Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver...
...Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.”

Saiba um pouco mais sobre qualidade e certificação em Segurança Urbana

PROJETO APLICADO, MEDIÇÕES E ISO 9001/2008 PARA SECRETARIAS MUNICIPAIS DE SEGURANÇA
 
Guardas Municipais e / ou Secretarias de Segurança Municipais que buscam a certificação ISO 9001/2008 devem passar a medir e monitorar a satisfação dos cidadãos utilizando os resultados para aperfeiçoar seus serviços.  
Podemos chamar esta rotina de PA - Projeto Aplicado.

Por vários anos, sobre esse aspecto, a sociedade brasileira tem se defrontado com uma cultura de ações por parte das operadoras de segurança em geral que, por maiores que sejam os esforços e o nível de qualidade do sistema de registros  empregados (as tão conhecidas "planilhas"), os resultados se mostram meramente corretivos.  A sociedade se sente em dúvida quanto à Segurança Pública, pois, se existem correções, aparentemente são poucas as prevenções que seriam facilmente tiradas de correlações lineares nas estatísticas extraídas dessas "planilhas". Através destas, as operadoras de segurança, sejam públicas ou privadas,  poderiam mostrar  um excelente banco de dados com os mais diversos tipos de reclamações da população como também demonstrar uma boa capacidade de soluciona-los. Aparentemente as ações parecem parar por aí. 

A pergunta é: Porque ter bancos de dados sem utiliza-los estatisticamente,  cujos números na maioria das vezes são suspeitos e /ou coletados de maneira errada ?
 
Na cultura organizacional das Guardas Municipais  a prática da auditoria qualitativa na avaliação realizada através da população, suas necessidades  e expectativas, permite utilizar essa abordagem na identificação de seus riscos e oportunidades em relação à satisfação desta população.  Com isso é possível a antecipação  de eventuais falhas ou insatisfações. Tudo o que pode ser melhorado pode  e deve ser medido ! Assim se faz qualidade ! 

Exemplificando: É possível a realização de uma auditoria de qualidade junto às populações interna e externa objetivando   identificar internamente através do corpo funcional - Inspetores, CDs, GCMs, Funcionários Civis – se possuem ou não, sintonia percentualmente significativa com as expectativas e necessidades do cidadão usuário. Em resumo: comparar resultados de pesquisas de satisfação interna e externa.

Na maioria das vezes,  essa visão interna se mantém fora de sintonia em mais de 60% dos itens perguntados à população externa.

Vantagens da organização na aplicação de um trabalho como este:

- transmitir os resultados ao corpo funcional de forma a gerar ações corretivas e preventivas,
- identificar os pontos de coincidência entre a percepção interna e externa para reforça-los
- ao conhecer os pontos discordantes, estuda-los e implantar um sistema de reeducação monitorada para acompanhamento e avaliação posterior da conformidade dos resultados – a meta seria 100% de sintonia com as expectativas e necessidades da população usuária dos serviços. Difícil e trabalhosa, mas exeqüível. :

A aplicação de um trabalho como este envolve observar uma série de tarefas de pesquisa iniciadas com a competente habilitação dos recursos humanos. Para tal, se faz necessária uma compreensão abrangente da finalidade desse trabalho cujo acompanhamento deve ser compartilhado por todos e, principalmente, com a chamada linha de frente. Esta,  além de ter o que dizer, dispõe de informações importantes a serem discutidas e avaliadas nas relações com os clientes. Sem contar com o correto uso de técnicas de determinação de tamanho de amostras e determinação de faixas de erro.

Um objetivo e uma meta, num prazo determinado, devem ser estabelecidos desde o início dos trabalhos.

É  fundamental que a Guarda Municipal utilize a retro-alimentação como forma de manter o acompanhamento efetivo sobre seus processos e consiga identificar como pode aperfeiçoa-los de modo a prevenir  eventuais problemas de satisfação de seus clientes no Município .Essa prática, raramente utilizada,  principalmente na área de prestação de serviços de segurança pública deveria ser fortemente estimulada na busca dessa satisfação.  A visualização de como ocorre esse sistema é apresentada  em um  curso de Formação de Consultores e Auditores Organizacionais Internos (80 horas).
 
Embora a ISO 9001:2008 e seus requisitos seja um excelente conjunto de orientações e exigências do Sistema de Gestão da Qualidade,  sabemos que entre outras propostas, trata-se de um roteiro de exigências que geram procedimentos que se constituem em regras padronizadas a serem fielmente seguidas.

Com a ISO 9001 você ainda pode ter processos e produtos terríveis. Por exemplo,  pode-se certificar um fabricante que produz coletes salva vidas de CHUMBO, desde que estes sejam feitos de acordo com os procedimentos documentados e a empresa forneça instruções sobre como reclamar a respeito de defeitos.É um absurdo, mas a qualidade de nossos auditores externos é ainda incipiente... 

A certificação ISO 9001:2008 de uma Secretaria Municipal de Segurança é um passo formidável para a melhoria da qualidade, mas é preciso ter pensamento estratégico e critico. No projeto, o pensamento da Escola "Quality School" de Philip Crosby da qual os autores deste artigo são instrutores faz então necessário. Além disso, o sistema de Gestão da Qualidade é parte integrante do Sistema de Gestão da Responsabilidade Social.

Do que conhecemos sobre o assunto "segurança pública", sempre ponderamos sobre os aspectos subjetivos que influenciam, tremendamente a percepção de cada organização.Os manuais, infelizmente, não são de grande ajuda quanto a estes aspectos, principalmente quando a organização ainda necessita desenvolver sua cultura organizacional e seu sentido de "pertencer".

Entendemos qualidade como algo complexo que exige, pelo menos, um projeto de educação continuada em busca da excelência e permeando toda a cadeia de ações que resultam na entrega dos serviços de segurança pública ao cidadão, aliada a uma revolução comportamental que contamine todo o corpo administrativo e operacional na direção dos requisitos do cidadão.

Esta revolução se inicia quando os "atores" passam a exigir frases que contenham números e que esses números signifiquem algo que foi medido com eficácia e eficiência. Se assim não for, as frases sem números são "fofocas" ou politicagem, coisas que não agradam a população.

Autores:
Roberto Cysne - DSc, PhD  &  Regina Célia Labadessa Galeão Coutinho
Consultores Organizacionais - Certificação ISO 9001 de Sistemas da Qualidade
Cel.: 13-97752148 www.orgplural.org
Skypes: cedeppe  e sociedadesegura

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Associação de Inspetores e SIGMESP se reunem com Secretário de Segurança Urbana para discussão de projetos para 2011

 
Nesta quarta-feira, dia 22/12/2010, às 12h00, no 6º andar do prédio do Comando Geral da GCM, a Associação de Inspetores das Guardas Municipais, representada pelo seu presidente  Inspetor Bazzana e o SIGMESP, representado pelos seu presidente CD Matos e Vice presidente Inspetor Aldo, se reuniram com o Secretário Municipal de Segurança Urbana, Dr. Edsom Ortega, para discutir projetos que não realizaram no ano de 2010, projetos para 2011, além de outros temas, conforme segue:



1- Projetos de Valorização Salarial a serem aprovados na Câmara Municipal.

O Secretário informou que todos os projetos da Prefeitura de São Paulo ficaram sobrestados para serem votados no início de 2011, por conta de decisões políticas emergênciais que a Câmara Municipal teve que priorizar no final do ano legislativo de 2010. De acordo com o Secretário, o Presidente eleito garantiu que a prioridade para o início de 2011 será a votação de todos os projetos do governo, e que os efeitos retroagirão ao mês de Janeiro, conforme previsão já trazida no texto. Para tanto, ele julgou importante que as entidades sindicais e associações de guardas marquem audiência com o presidente da Câmara Municipal e com outras lideranças parlamentares para abordar este tema e promover a necessária consientização da necessidade de aprovação urgente.

2- Horas extras - projeto de Lei que viabilize o pagamento em pecúnia das horas trabalhadas a mais, favorecendo a SMSU e GCM a utilizar/ampliar o efetivo em missões específicas e no atendimento a  eventos.

O Secretário disse que além dos projetos de valorização que estão na Câmara, há outro projeto que está sendo finalizado para envio, que versa sobre a possibilidade dos integrantes da GCM atuarem em eventos em dia de folga, com remuneração extra.

3- Reforma do Plano de Carreira que traga a possibilidade de evolução funcional com base em tempo de serviço.

O processo que busca discutir um novo plano de carreira existe e encontra-se em estado avançado, mas está sobrestado, aguardando a aprovação dos projetos que tramitam na Câmara Municipal, porque as modificações que eles causarão na legislação da GCM influenciarão diretamente na carreira, e essas alterações deverão ser contempladas no novo plano.

4- Reforma do RD- Lei 13.530 de 14 de março de 2003. (Ex.: retorno do efeito suspensivo).

O Governo entende haver necessidade de reforma do RD e essa é uma das metas da SMSU para o ano de 2011. As sugestões de alterações deverão partir da GCM.


5- Programa de Saúde do Trabalhador – propor elaboração de projeto de Lei que vise criação de Tabela descritiva de atividades e funções para servidores readaptados da PMSP. O objetivo é subsidiar o profissional da saúde ou da Divisão Técnica de Saúde, a direcionar o servidor a exercer determinada atividade ou função de acordo com sua capacidade laborativa. 
 
Há um projeto na Secretaria de Gestão para iniciar em 2011, que visa aprimorar o atendimento de saúde dos servidores da GCM, em todas as modalidades de tratamentos, além da medicina preventiva.

6- Regularização do Porte de Arma Particular.
Neste ano a SMSU promoveu alguns cursos voltados para o manuseio e aprimoramento do porte e do uso da arma de fogo, com técnicas modernas, incluindo o Médoto Giraldi, e que assim que algumas questões jurídicas ficarem resolvidas, como Portaria e criação de formulários, a intenção é que sejam expedidos os portes de armas particulares pelo Comando da GCM.
 
7 - Organização e apoio às ações das CIPAS.

A SMSU pretende reorganizar melhor as CIPAS, e capacitar seus integrantes para que em 2011 possa contar com maior apoio do grupo nas ações de melhoramento e implantação de sistemas de qualidade.úde do trabalhador.

Secretaria de Segurança Urbana de São Paulo forma auditores e consultores organizacionais internos

Com a certificação, os profissionais estão aptos para realizar consultoria no Programa de Qualidade da Secretaria nas áreas administrativas e operacional. As técnicas são baseadas na "Quality School", de Philip Crosby (USA), que auxiliam na operacionalização de sistemas de gestão de qualidade das empresas.
O encerramento do Curso de Formação de Consultores e Auditores Organizacionais promovido pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana, por intermédio do Centro de Formação em Segurança Urbana (CFSU), em parceria com Instituto de Pesquisa, Ensino e Consultoria Técnica em Segurança Pública Municipal (IPECS), aconteceu na manhã de hoje (21/12).

O coordenador geral do CFSU, prof Flávio Domingos Rosa enfatizou que a cerimônia de encerramento do curso traz novas metas e abre horizontes para a Secretaria e a Guarda Civil Metropolitana. "Os primeiros auditores líderes são essenciais para o progresso do sistema de qualidade da administração", afirmou. De acordo com ele, esta capacitação e o investimento constante na qualificação profissional dos servidores garantem o reconhecimento de prestadores de serviço com qualidade e eficiência.

Para o orador da turma, inspetor Adelson de Souza, Chefe da Central de Telecomunicações da GCM, a iniciativa da Secretaria é transformar esta valiosa ferramenta em beneficio dos munícipes da cidade de São Paulo por meio da atuação da GCM.

Os primeiros colocados

Os Inspetores Rodolfo Reis Samarzaro, Ricardo Franco de Melo (ambos da Superintendência de Planejamento - SUPLAN), receberam das mãos do Secretário Edsom Ortega, o Certificado e a proposta de Cronograma do Programa de Qualidade no âmbito da SMSU. Paulo Rogério de Souza (Inspetor Chefe da Câmara Municipal)foi o segundo colocado e a Inspetora Fátima Aparecida Santos Coelho, da Superintendência de Operações foi a quarta colocada e primeira entre as mulheres. Os Professores Roberto Cysne e Regina Célia Labadeza, especialistas em qualidade e integrantes do corpo docente foram homenageados na solenidade.

O Secretário Edsom Ortega destacou o avanço da gestão na qualificação dos servidores traçando um paralelo das ações e conquistas obtidas à frente da Pasta

* Sensibilização dos servidores da importância do ensino e aprendizado ao longo da carreira - 14 mil horas de treinamento em 2010, em relação às 5.400 horas/aula em 2006;

* Mais alunos capacitados: de 2.600 (há quatro anos) para 7.200 servidores em 2010.

* Melhoria continua da qualidade dos serviços prestados nas unidades da SMSU

"O cronograma espelha o desafio que temos em torno das iniciativas do Programa de Qualidade implantado em todas as unidades com vistas à transformação dos servidores." Para finalizar, Ortega indicou aos novos
auditores, o livro Teoria Z, do autor William G. Ouchi. A obra traz experiências sobre o sucesso organizacional e os desafios para atingir suas metas, motivação, como definir o papel de cada pessoa dentro da instituição atrelado ao trabalho em equipe.

Avaliação

O chefe de Gabinete e Coordenador do Núcleo de Qualidade, Paulo César Franco, definiu as diretrizes para o aprimoramento do Programa dentro de cada ação especifica da pasta. "Identificar e corrigir o que não tiver adequado, é mais do que "mudar, é transformar" todo um processo.

Também prestigiaram a cerimônia, o Comandante em exercício da GCM, Inspetor Francisco Maurício Marino, o Secretário Geral do IPECS, Sérgio de França Coelho, o Consultor Ambiental, Enock Cavalcante, Comandantes Operacionais, as Superintendentes e Inspetores Chefes de Unidades da GCM. A Banda da Guarda Civil Metropolitana, regida pelo Inspetor Maestro Renan Gomes Luiz, encerrou a cerimônia com o Hino Nacional.

Sobre o Curso

A capacitação do Curso de Formação de Consultores e Auditores Organizacionais teve início em 19 de outubro de 2010 e contemplou 80 servidores da Secretaria de Segurança Urbana (Guarda Civil Metropolitana, Defesa Civil, Corregedoria, Junta do Serviço Militar e Gabinete). Após esta certificação os formandos estão aptos a auditarem e sistematizarem o processo de gestão do Programa de Qualidade no âmbito das unidades da SMSU. O grupo terá como meta o acompanhamento e supervisão de todo o sistema de qualidade da secretaria e seus aplicativos, bem como assimilar os indicadores de atendimento. Com um total 80 horas/aula, a grade curricular buscou reforçar o aprendizado sobre os principais métodos que deverão ser aplicados no ambiente interno da organização, tais como: Projeto Aplicado, Formação de Indicadores de Atendimento - Projeto Aplicado, Desfazendo Barreiras, Normatização do Sistema da Qualidade/ Manual da Qualidade; Normatização do Sistema da Qualidade (NBR ISO 9001), Auditores Internos e Auditorias Internas, Apresentação do aplicativo para o SGQ (SGE), 5S - Sua ação agora sistematizada e Considerações Finais sobre a 1º Auditoria Interna a ser programada pela SMSU.
 

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Quase metade da população do Brasil sente-se insegura na cidade onde mora, mostra a Pnad; no Norte, piores índices

Uma em cada cinco pessoas sente-se insegura na própria casa, e pouco mais de 7% da população diz já ter sido vítima de roubo ou furto, mostra a pesquisa

Adriana Caitano
Câmera de vigilância instalada em cruzamento no município de Suzano, interior de São Paulo
Câmera de vigilância instalada em cruzamento no município de Suzano, interior de São Paulo (Claudio Rossi)
Os números explicam a sensação de insegurança dos moradores do Norte: entre os entrevistados que já foram roubados ou agredidos, a região tem os maiores porcentuais
Cerca de 76,9 milhões de pessoas, quase a metade da população brasileira, sentem-se inseguras nas cidades onde vivem. E há motivos de sobra para isso: em um ano, 11,9 milhões de pessoas foram vítimas de roubo no país. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílios (Pnad) sobre vitimização e acesso à Justiça no Brasil, divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Durante 12 meses – de setembro de 2008 a outubro de 2009 – os pesquisadores questionaram 400.000 pessoas sobre a sensação de segurança que tinham em suas próprias casas, no bairro e na cidade em que vivem. A região Norte foi a que apresentou o maior porcentual de inseguros nas três opções. Números contidos no próprio levantamento explicam essa sensação de vulnerabilidade dos moradores da região: entre os entrevistados que já foram roubados, furtados ou agredidos fisicamente, o Norte também tem os maiores porcentuais.
A Pnad projetou os dados coletados com parte dos brasileiros para todas as 162,8 milhões de pessoas acima de 10 anos. Como é de se esperar, constatou que a população se sente mais segura em seu ambiente particular e fica mais receosa à medida que se afasta dele. Enquanto 21,4% das pessoas sentem-se inseguras no próprio domicílio, 47,2% têm essa mesma sensação em sua cidade.
Sensação de insegurança dos brasileiros em relação a locais privados e públicos
Quando os números são separados por região, o Norte ultrapassa todas as médias nacionais e desponta como o local onde a insegurança é maior. Se considerados os domicílios, 28,4% dos moradores dizem que não se sentem seguros; 40,2% falam o mesmo sobre seus bairros, e 51,8%, sobre suas cidades. Na outra ponta do ranking está o Sul, com todos os índices abaixo dos nacionais: 18,1% têm sensação de insegurança nos domicílios, 27,4% nos bairros e 39,5% nas cidades.
Na mesma pesquisa, os entrevistados responderam sobre casos em que já foram vítimas de alguns tipos de violência. Uma parcela de 7,3% da população diz já ter sido vítima de roubo ou furto; 1,6% dos brasileiros foram agredidos fisicamente. Também nesses itens o Norte ultrapassa a média do país: 9,9% de seus habitantes afirmam ter sofrido roubo ou furto e 1,9%, agressão física. Aqui, o Sudeste aparece com o menor índice: 6,7% foram roubados ou furtados e 1,4% agredidos (nesse último item, há empate com o Sul).
Casos de roubo, furto e agressão física
Gênero – Quando considerado o sexo dos entrevistados, a Pnad aponta diferenças importantes. Os homens se consideram mais seguros que as mulheres tanto em casa (80,2% contra 77,2%), como no bairro (69,4% contra 65%) e na cidade (55,2% contra 50,5%). No entanto, eles foram mais vitimados por roubo e furto (8,3%) que as mulheres (6,4%) e também mais agredidos – 1,8% dos homens contra 1,3% das mulheres relataram algum caso de agressão.
Renda - Outra peculiaridade do levantamento diz respeito às classes sociais. A população com maior renda se sente mais segura em casa que os de classes inferiores. Do total de pessoas com pelo menos cinco salários mínimos, 82,8% fez essa afirmação, contra 77,8% das que recebem menos de um quarto do salário. No bairro e na cidade, porém, a situação se inverte – 41,4% dos mais ricos sentem-se seguros na cidade e 62,8% no bairro em que moram; entre os mais pobres, a segurança existe para 60,9% e 71,3%, respectivamente.
Questionados sobre as medidas adotadas para aumentar a segurança em suas casas, os brasileiros com maior renda demonstraram utilizar mais dispositivos para esse fim. Quem recebe mais de dois salários mínimos disse adotar a cerca elétrica (35,6%, contra 5,7% de quem tem menos de um quarto do salário mínimo), olho mágico ou interfone (46,8% contra 5,1%) e grade na janela ou porta (48,1% contra 14,7%). 
Judiciário - A Pnad também traz dados sobre o acionamento da Justiça pelos brasileiros. Entre as pessoas com mais de 18 anos, 12,6 milhões - 9,4% do total - já participaram de alguma situação de conflito no Judiciário. Entre elas, as consideradas mais complicadas referiam-se a questões trabalhistas (23,3%), de família (22%) e criminais (12,6%). Os conflitos relacionados ao trabalho foram maiores no Sudeste (24,8%), enquanto o Norte ficou no topo da lista em assuntos familiares (29,9%) e criminais (15,8%).