sábado, 6 de novembro de 2010

Guarda Civil apresenta peça teatral sobre moradores em situação de rua

Fotos: Marcelo Ulisses Machado/ SMSUA intenção é sensibilizar a população para a questão social dos moradores em situação de rua



Sessenta guardas civis metropolitanos que estão sendo capacitados pelo Centro de Formação em Segurança Urbana encenaram no último dia 29, na praça da Sé, uma peça teatral sobre pessoas que vivem em situação de rua e sua auto-estima.

A proposta foi bem aceita pelo público e levou entusiasmo a quem transitava pelo local, com aplausos, agradecimentos e esperança.

A encenação possibilitou que os novos guardas “sentissem na pele” as dificuldades encontradas por esse público, em especial nas grandes cidades. “Esse trabalho é para fortalecer o zelo na abordagem da Guarda Civil aos moradores que vivem nas ruas. Além da população, o teatro também busca incluir os novos GCMs no enfrentamento das dificuldades diárias nas ruas”, explica o GCM Luiz Sérgio Firmino, idealizador dos encontros.

Duas adolescentes também participaram da peça, como forma de incentivar a sociedade a contribuir com a sociabilização dessas pessoas. “Esse projeto defende uma causa nobre, que é estender a mão aos moradores de rua. Na maioria das vezes, nós passamos e não percebemos mais a presença deles. A idéia é iniciarmos uma mudança de rotina e pensamento, além de apoiá-los nas necessidades básicas de cada um deles”, opina a fundadora do Instituto Ambiental Gabriele Brandão, com apenas 13 anos.

A peça faz parte de um ciclo de atividades na região central da Cidade e tem como objetivo estreitar ainda mais a relação existente entre as pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade e os GCMs.

Já houve outros dois encontros no Espaço de Convivência Jardim da Vida, localizado no Parque Dom Pedro. Um deles propôs uma roda de conversas e o outro, um café da manhã comunitário. A iniciativa é uma parceria entre as secretarias de Segurança Urbana e Assistência Social.

Segundo a inspetora Maria Cândida Macedo de Barros, do Comando Operacional Centro, “nas ações anteriores foram oferecidas ajuda psicológica, social e dicas de saúde, além da oportunidade de diálogos e esclarecimentos sobre casos individuais. A intenção e o trabalho estão voltados para uma aproximação entre ambas as partes”, concluiu.

Texto: Patrícia Schiaveto

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