quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Sobre a convivência desarmada - Artigo copiado do blog de Walter Feldman

Quem tem me acompanhado nos últimos anos sabe que eu vivo insistindo na expressão Cultura de Paz.

Primeiro porque a paz, segundo os filósofos, é a síntese de todos os bens. Se todos os bens deste mundo não resultam em paz, pessoal, interior, ou coletiva, social, eles de pouco ou  nada valem. Viram a paz nervosa dos vencedores, fruto da violência,  ou a paz triste dos omissos, uma paz de cemitério.
 
Já a expressão cultura de paz quer dizer que a paz não é um fruto que cai maduro de um pomar de sonhos. Quer dizer que a paz se cultiva, que ela é luta, pacífica, mas luta, luta diária. Sim, a paz é um sonho a ser promovido com ações às vezes corajosas e conquistado  por concessões às vezes dolorosas.
 
A paz se aprende. Diz o grande Nelson Mandela que ninguém nasce odiando o outro pela religião ou cor da pele e que, se aprendemos a odiar, podemos também  aprender a amar.
   
Aprender a conviver com o diferente sem preconceitos, sem ódios prévios. A convivência desarmada (de armas e de preconceitos) é a alma e o início de uma cultura da paz.
  
Essa cultura pode ser diretamente promovida em encontros, congressos, caminhadas pela paz. Em São Paulo, a corrida e Caminhos de Abraão que reúne árabes e judeus é uma belo exemplo dessa busca de entendimento entre culturas irmãs que veneram um mesmo patriarca.
  
Mas, felizmente, há hoje no mundo muitos outros fatores, eventos, momentos e instrumentos que promovem também a convivência desarmada entre diferentes povos, crenças e culturas. Pelo esporte, o comércio, o turismo, a internet, as pessoas se encontram como pessoas e se conhecem pelo muito que tem de humanas e parecidas e não pelo pouco que as separa.
  
Esses momentos de encontros despidos de couraças ideológicas devem ser promovidos. Quem não tem uma história para contar sobre um encontro meramente humano que decretou a morte a morte instantânea de um velho e triste preconceito?
  
Vamos lá, conte a sua.

Fonte: http://www.walterfeldman.com.br/materia/artigo/61/Sobre-a-convivencia-desarmada.html

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