terça-feira, 13 de julho de 2010

Inspetores da GCM são homenageados com a Medalha Constitucionalista Nove de Julho

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Inspetor Regional Adelson e Inspetor Regional Álamo

A Guarda Civil Metropolitana participou, nesta sexta-feira (9), no Parque Ibirapuera, do 78º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932. Na ocasião, 75 guardas, integrantes dos Comandos Operacionais Oeste-Centro, Sul, Norte e Leste desfilaram juntamente com a guarda bandeira (Inspetora Pimentel) e a banda musical da corporação, em memória aos heróis que faleceram lutando pela democratização do país, em 1932. Em 23 anos de história, a GCM sempre marcou presença nesta solenidade.

No evento, personalidades foram agraciadas com a Medalha Constitucionalista, criada para homenagear pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que por seus méritos e relevantes serviços prestados à São Paulo e ao culto da Revolução Constitucionalista de 1932, tornaram-se dignas de especial distinção.

Pela GCM, foi condecorado o Inspetor Superintendente de Operações Dalmo Luiz Coelho Álamo, “é uma honra receber esta medalha, este foi o primeiro e único movimento revolucionário popular que aconteceu no Brasil, aqui em São Paulo. Emociona e enche-nos de orgulho trabalhar e morar nesta terra”.

Para o Inspetor Chefe de Agrupamento Adelson de Souza (Comandante Operacional Sul), que também recebeu a homenagem, a medalha é símbolo de reconhecimento do trabalho desenvolvido na GCM, lembrou o inspetor.

Os homenageados da GCM, foram indicados pelo comandante geral da GCM, Joel Malta de Sá e pelo Secretário Municipal de Segurança Urbana, Edsom Ortega, pela dedicação e destaque na sua atuação a frente da GCM. As vagas são concedidas pelo presidente do MMDC, Coronel Mendes.

Há 22 anos na corporação, o subcomandante da Guarda Civil Metropolitana, Francisco Maurício Marino, destacou que “a Revolução de 32 é um marco para a cidade de São Paulo e para a GCM que atua diariamente nas ruas desta cidade. “Participar desta solenidade com a PM demonstra a integração entre as corporações”, disse o Subcomandante.

Além da Guarda Civil Metropolitana, estiveram presentes na solenidade a Marinha Brasileira, o Exército Brasileiro, a Força Área Brasileira, a Polícia Militar, a Associação de ex-Combatentes (FEB), a Associação Brasileira das Forças Internacionais de Paz da ONU – SP, autoridades e entidades civis.

Para Osvaldo do Nascimento (um dos fundadores da antiga GCM - criada em 1926), ressalta que a importância deste evento é relembrar os serviços destes heróis que com bravura atuaram em 1932 e, que nunca podemos nos esquecer.

Na solenidade, ainda foi realizada um enterro simbólico de onze (11) ex-combatentes que faleceram na constituição. De acordo com o ex-combatente e cabo-enfermeiro da Revolução, Jorge Michalany, esta solenidade é a glória de São Paulo. “Eu tenho orgulho de ter participado na revolução, embora à época com apenas 15 anos. Este foi o único movimento verdadeiramente revolucionário; pois políticos, militares e o povo se reuniram para uma causa nobre: a constituição”, ressalta.

Sobre a Revolução
A Revolução Constitucionalista de 1932 foi o movimento armado realizado no Estado de São Paulo, entre os meses de julho e outubro de 1932, cujo objetivo era à derrubada do Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova constituição para o Brasil.

No total, foram 87 dias de combates (de 9 de julho a 4 de outubro de 1932 - sendo o último, dois dias depois da rendição paulista) com 934 mortos, embora estimativas não oficiais reportem até 2.200 mortos.

São Paulo, depois da revolução de 1932, voltou a ser governado por paulistas.

Texto: Gláucia Arboleya
Colaboração: Fátima Brito
Foto: Guty

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