terça-feira, 25 de maio de 2010

Morosidade nas tomadas de decisões dos processos de valorização profissional geram evasões nos quadros da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo - Problema já começa a preocupar a sociedade, como no exemplo do relato do Jornal Agora

A cada dois dias, um GCM se desliga do cargo

Léo Arcoverde
do Agora
Do dia 1º de janeiro até o último sábado, 72 guardas-civis metropolitanos da capital pediram baixa da corporação --um a cada dois dias--, aponta levantamento do Agora feito com base no "Diário Oficial" da Cidade. Vinte deles (27,77%) desistiram da carreira antes de completar os cinco meses do curso de formação.
A reportagem ouviu ontem quatro guardas que pediram demissão de fevereiro para cá. Um deles deixou a corporação para ingressar na Polícia Civil como investigador, um está trabalhando como analista de sistemas, uma está estudando para concursos públicos e a outra, procurando emprego de assistente social.
Os quatro são unânimes em pelo menos dois pontos: o salário-base (referência para aposentadoria) de R$ 534 --o quarto pior entre 38 cidades da Grande São Paulo-- e a falta de perspectiva de subir de cargo na carreira os levaram a desistir do emprego.
 
Fonte: http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/ult10103u740239.shtml
 
25/05/2010

Pasta não se manifesta sobre o caso

Léo Arcoverde
do Agora
Procurada na tarde de ontem para se pronunciar sobre as demissões ocorridas na Guarda Civil Metropolitana entre 1º de janeiro e 22 de maio deste ano, a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal da Segurança Urbana não havia respondido às perguntas feitas pela reportagem até a conclusão desta edição.
O Agora questionou o que a pasta tinha a dizer sobre o número de demissões e acerca das reclamações dos guardas-civis entrevistados, com relação aos baixos salários e à falta de perspectiva de subir de cargo na corporação. A reportagem também perguntou se a categoria não recebe aumento salarial desde 2004, como diz o Sindguardas (sindicato dos guardas-civis).
No final da tarde de ontem, funcionários da assessoria de imprensa informaram que teriam de consultar o setor de recursos humanos para checar o número de demissões e que a pasta só se pronunciaria hoje. No começo da noite, porém, a secretaria prometeu uma resposta para até as 20h, o que não aconteceu.

Um comentário:

  1. O mais absurdo no plano de carreira da Guarda Civil metropolitana, que mais desmotiva um pretendente que vislumbra seguir uma carreira nesta Instituição, è o fato de ter que prestar concurso interno para evolução funcional dentro do mesmo nível de classe, ou seja, o Guarda tem que prestar concurso interno pra continuar sendo Guarda, como é o caso do GCM de 2ª classe para acessar a 1ª classe.
    O concurso interno é justo quando for o caso da evolução hierárquica que é diferente da evolução funcional.
    O GCM tem que evoluir funcionalmente dentro do mesmo nível de classe através da antiguidade.

    ResponderExcluir