terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Artigo: Eleições 2010 – Guardas Municipais não precisam ter candidatos da própria instituição - Por: Aldo Fernades


Está chegando o ano de mais uma eleição para definição de nossos representantes junto ao Poder Legislativo e Poder Executivo.

Tenho acompanhado há muito a vontade de nossos companheiros tentarem tomar assento em uma das cadeiras destinadas aos parlamentares brasileiros.

Vejo que ainda não temos a maturidade suficiente para esse propósito, ainda mais quando vejo a somatória da votação de nossos candidatos integrantes de guardas municipais, que a exemplo da última eleição, juntos, somaram pouco mais de 15.000 (quinze mil) votos, sendo que alguns chegaram a ter uma quantidade de votos tão pequena, que deram a conotação de serem meros aventureiros, que nos fizeram pensar se não estavam apenas aproveitando a oportunidade para gozar de um afastamento de 03 meses.

Alguém já parou para contar a quantidade de integrantes da GCM/SP que se lançam candidatos quando chegam as eleições? Até quando vamos ficar “marcando passo”?

Certa vez ouvi de um parlamentar sua explicação sobre o fato dele e seus colegas não se empenharem em promover ações favoráveis às guardas municipais e, em sua fala, demonstrou que não se preocupavam com a nossa causa porque, em alguns casos, na Guarda Municipal havia muitos candidatos, e noutros, porque a Guarda Municipal apoiava apenas um candidato, deixando com isso, os demais parlamentares desobrigados de lhes atender.

Outra vez também ouvi do Comandante da Guarda Municipal de uma cidade da grande São Paulo, que ele iria apoiar o candidato que o prefeito lhe pedisse (visto que foi o prefeito quem lhe nomeou), e que arrastaria com ele o apoio da maioria de seu efetivo. De certa forma acredito que esse comandante está agindo corretamente, desde que o parlamentar saiba de onde veio o apoio, e que saiba retribuir com benefícios para a instituição.

A partir desta informação passamos a refletir, e chegamos à conclusão de que, em alguns pontos, essas idéias tinham razão.

Por que razão os demais parlamentares iriam se preocupar com as guardas municipais caso elas conseguíssem eleger apenas 01 candidato?

Que diferença faria um único parlamentar eleito pelos guardas municipais em um universo de mais de 500 deputados, ou de 55 vereadores?

Nossos projetos, nosso salário e nossa carreira são regidos por lei, e as leis são aprovadas pela decisão da maioria dos parlamentares. Sendo assim, nossa vida fica condicionada ao fato de estarmos gozando de boa relação com todos os parlamentares.

Os parlamentares necessitam de nosso apoio, e acredito que se cada Inspetoria Regional apoiassem um candidato diferente e ligado à sua região, todos eles se dariam por satisfeitos com aquele apoio, e passariam a ter o compromisso de nos ajudar. O mesmo se aplica a cada Guarda Municipal espalhadas pelas cidades brasileiras.

Imaginemos o exemplo da GCM de São Paulo, onde há pelo menos 31 Inspetorias, e se cada uma delas se aproximasse de um vereador e lhe convidasse para ser seu padrinho. Esse vereador passaria a cuidar daquela unidade, buscando recursos e materiais (reformas, equipamentos, viaturas, eventos etc.). Em contra partida, o grupo de servidores daquela unidade ajudaria o parlamentar nos trabalhos naquela região visando o benefício da população. Com certeza esse parlamentar lembraria da guarda municipal no momento em que fosse votar os projetos de nossos interesses. Desta forma passaríamos a ter uma maior representatividade na Câmara Municipal – no mínimo com 31 vereadores votando a nosso favor.

Não há dúvidas de que o parlamentar terá interesse em nosso apoio. Imaginemos a menor das inspetorias, com um efetivo de aproximadamente 50 guardas, onde cada um deles pudesse buscar aproximadamente 20 votos, a somatória seria de no mínimo 1.000 votos. Que parlamentar não desejaria ter esse apoio? Acredito que todos os querem.

Temos que ter inteligência para organizar uma estratégia para alcançar nossos objetivos. Esta proposta é uma delas.

Acredito que se todos se unirem para este propósito, e em um movimento organizado fizerem a necessária divisão sobre quem cada unidade irá apoiar, e em seguida costurar o necessário apoio, nossa vida funcional tende a melhorar e muito no decorrer desse e dos demais mandatos que se seguirem.

A idéia está lançada, falta apenas nos organizarmos.


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Aldo Fernandes Emegildio

Vice - Presindente do SIGMESP


5 comentários:

  1. Tenho dito por aí há anos tudo o que o Sr. acabou de redigir...nem é preciso dizer que estou de pleno acordo com este raciocínio.

    Parabéns.

    CD Sósthenes

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  2. Caro Inspetor,

    Diante de tamanha incoerência, deixo claro que o anseio das Instituições Guardas Municipais é de ter um ou mais representantes da categoria nos cargos do Legislativo e do Executivo, não excluindo a possibilidade do Judiciário, como é discutido nos Congressos, Conferências e Fóruns, pois somente desta forma poderemos influenciar nas decisões que incidem sobre as Guardas Municipais.
    É indiscutível a necessidade de articulação, porém é indispensável termos nossos representantes e, no mínimo, é uma indelicadeza de vossa parte partir para ofensiva, divulgando a falta de interesse de nossos candidatos, pois foi generalizado seu discurso. Sua afirmação de que o interesse do candidato é o afastamento, por favor, modere, pois não existe conotação, mas sim trabalho e empenho. Não há como atribuir culpa a derrota, pois a derrota não é de um, mas sim de todos.
    Todos os candidatos possuem expectativas e, com certeza, uma delas é a de representar nossa classe. Foi dito, em seu discurso, que há possibilidades de vitória, pois foi atribuído o potencial de 20 votos para cada integrante da GCM, assim temos Deputados Estaduais e Federais eleitos, somente na cidade de São Paulo, pense bem, CANDIDATOS. Logo, esta fala sem propriedade, tende a manifestar a opinião individual, sem vínculo coletivo, e visivelmente tendenciosa.
    O que mais marca em sua manifestação de desconsolo é a sua identificação como representante de entidade representativa, a qual tem por obrigação manifestar o interesse coletivo e se omitir nas opiniões pessoais, o que leva crer que os interesses desta entidade difere ao dos Guardas Municipais do Brasil.
    Que fique claro o meu apreço a vossa pessoa e aos demais que integram esta digna entidade, em especial seu presidente, porém este é um posicionamento meu, pessoa, indivíduo. Minha manifestação reflete aquilo em que acredito, VITÓRIA.
    Vamos seguir sua fórmula mágica e eleger 03 Deputados Estaduais e 03 Deputados Federais, vamos fechar apoio aos candidatos a Senadores e nas eleições municipais elegeremos, não menos, que 07 Vereadores e ainda influenciar na eleição de nosso prefeito.
    Lembre-se que há 23 anos atrás cabo e soldado não votava e hoje há possibilidade de um cabo PM assumir o Governo do Distrito Federal. Conforme matéria vinculada na internet: http://www.aspra.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=962:cabo-da-pm-pode-assumir-governo-do-distrito-federal&catid=17:noticias&Itemid=19

    Saudações,

    Marcos Luiz Gonçalves
    ml_goncalves@ibest.com.br

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  3. Não concordo nem com um nem com o outro:

    Aparentemente a regra não vale em todas as circunstância e para todas as pessoas. Tomemos como exemplo grupos de guardas que apoiaram nessa última eleição para vereador candidatos que não são guardas, alguns inclusives policiais militares. Ainda, o mesmo grupo agora parece buscar apoio para candidatos de fora da guarda para deputado estadual. Acredito que a regra deveria valer para todos. Ou a guarda vota apenas em quem é guarda, ou a guarda vota em quem não é guarda. o que não pode é a regra ser mudada de acordo com o interesse individual, ou seja: "quando me interessa apoiar um pm para vereador, todos devem me seguir, e quando me interessa ser eu o candidado a deputado feredeal, todos votam em mim, e no deputado estadual que eu escolher, e que não precisa ser guarda".

    Ass: Davi

    Quem apoiou candidato que não é oriundo da guarda, hoje não tem moral para dizer que guarda tem que votar apenas em guarda. E quem sempre apoiou apenas candidato da guarda, hoje não pode defender o discurso de que só temos que votar em candidatos de fora.

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  4. Prezado Aldo,
    Seguindo seu raciocinio, teriamos que concordar com todos os comentarios a começar por sua proposta, o que seria ridiculo.
    Por ter sido aceita sua proposta, pois, foi publicada neste blog, entendo que existe o aprovo da diretoria, assim como do seu sindicato. É lamentavel que isso ocorra, ja que como disse um dos colegas, nosso anceio é o dê eleger Guarda e não pm e ou paisano. Isso seria uma incoerencia ou sera que voce(s) acham que todos não entendem de politica? Há anos apoiamos regionalmente diversos vereadores inclusive o sgt aposentado. O que ganhamos com isso? NADA. Alias, o que ganhamos coletivamente? NADA, por outro lado individualmente diversos colegas ganharam.
    O trabalho meu caro é de formiguinha e deve levar anos ou voce(s) acha que a meganha elegeu diversos parlamentares na primeira eleição? E olha que eles são mais de 150 mil, o que sob sua otica nos levaria a pensar, que devido a divisão ninguem conseguiria ser eleito.
    DIAS

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  5. Entendo que as pessoas que criticaram a idéia lançada pelo Inspetor Aldo, estão nas seguintes condições:
    Ou são candidatos;
    Ou se lançarão como candidatos nas próximas eleições;
    Ou irão apoiar algum candidato da GCM.
    Parabéns pela IDÉIA Inspetor Aldo.

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