sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A Capelania nas Guardas Municipais

Por Pastor Queiroz*
À luz da Constituição Federal de 1988 o Estado Brasileiro é laico, e isso é salutar, na medida em que nós temos plena liberdade de culto, o que contribui para a diversidade religiosa em nosso país.
De fato o homem é um ser espiritual e à luz da Bíblia ele é formado de “...corpo, alma e espírito.” (I Tessalonicenses 5.23), carecendo de contato direto com o Criador. Assim há de se ressaltar a importância do Serviço de Assistência Religiosa nas Forças de Segurança em nosso país, conforme previsto no artigo 5º da CF/1988 – “É assegurada, nos termos da lei a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva.”
Amplamente presente nas Forças Armadas e Polícias Militares do Brasil, o Serviço de Assistência Religiosa, também conhecido como Capelania, tem se mostrado um instrumento imprescindível na formação do agente da segurança pública. Além de zelar pela disciplina e hierarquia, base das Instituições Militares, ratifica valores éticos, morais, sociais corroborando para o pleno exercício da cidadania dos seus integrantes. A relevância da Capelania se mostra efetiva, pois trabalha com o homem, nas dimensões social, profissional e espiritual auxiliando-o no exercício das suas funções no dia a dia do serviço, e ainda contribui para a melhoria da qualidade de vida.
A atividade de segurança pública exige do homem, o equilíbrio mental, social e espiritual para uma atuação cada vez mais eficaz, grande avanço dará as Guardas Municipais ao criarem Inspetorias de Capelania em suas estruturas organizacionais.
Desta forma, incentivamos os Secretários de Segurança Urbana e Comandantes de Guardas Municipais a investirem nesse segmento interno, de forma racional e legal, pois certamente muitos frutos serão colhidos junto ao efetivo com reflexos positivos para toda sociedade.
Que Deus abençoe e proteja todos os Guardas Municipais e Agentes de Segurança Pública em nosso país.



* Queiroz, Marcos dos Santos - É Pastor Batista, Inspetor da GCM/SP na Cidade de São Paulo e Diretor na Associação de Inspetores.

4 comentários:

  1. Inspetor, tive a oportunidade de vê-lo pessoalmente no enterro do nosso querido e saudoso Inspetor Feitosa, com quem tive o imenso prazer de trabalhar e de tratar e ser tratado como amigo. Concordo com o senhor da constitucionalidade do atendimento ou assistência religiosa. No entanto, como o senhor bem destacou, vivemos em um Estado laico. Sendo assim, eu concordaria com a criação de setores específicos de assistência religiosa, desde que os "capelões" fossem voluntários oriundos de todas as vertentes religiosas possíveis. Geralmente os capelões apegam-se a um conceito ecumênico, mas voltado ao cristianismo, no entanto, em um Estado laico é ilegal o favoreciemento específico. Assim, se tivessemos um setor de assistência religiosa, quaisquer representantes de relião ou até mesmo seita, poderiam solicitar um espaço de inclusão de sua vertente. Desta forma, chegamos a um problema vivido nas escolas públicas quanto ao ensino religioso, que vem sendo discutido, mas onde não se chegou a uma idéia unitária. Acredito que um orgão de assistência composto por diversos representantes seria o ideal, desde que não recebessem quaisquer valores da administração pública, pois servidores e municípes, como eu, sem qualquer religião, e que pagam impostos, não são obrigados a sustentar a fé alheia. Volto a afirmar, a idéia do senhor é plusível, caso aceite uma sugestão, aqui vai: o serviço de assistência religiosa da GCM, poderia funcionar em um prédio onde existissem também assistência psiquiátrica, psicológica e social. Um abraço ao senhor e boa sorte em seus propósitos.

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  2. Falar em capelania é trabalhar o PROFISSIONAL como um todo. É sabido que "espelhamos e fazemos" aquilo que realmente somos interiormente. Nem todos os transtornos internos são de natureza psicológica;alguns são oriundos de questões espirituais. Ex.: de ter prazer de fazer o mal, o errado... por isso se faz necessário o apoio espiritual. Que se diga que ninguém quer converter ninguém a outra religião, mas sim ajudar a pessoa a redescobrir o que se tem de melhor dentro de si mesma. Aconcelhar; ajudar dar um norte; ajudar aos GCM's nas horas cruciais... este é o trabalho da capelania. Por isso defendo a sua criação da capelania. Há profissionais dentro da própria coorporação que podem fazer isso, sem "cobrar nada mais por isso". Parabêns amigo, pela iniciativa.
    Deus continue te iluminando.
    Abraços INSPETOR MILANEZ

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  3. Graça e paz Pastor Queiroz, quero parabenizar pela suas palavras a respeito da Capelania, sou pastor CPL Lacerda Presidente da ACGMEB-Associação de Capelania das Guardas Municipais Evangelicas do Brasi. entre em contato comigo pelo meu E-mail acgmebcapelaniaevangelica@yahoo.com.br ou pelo meu tel.11-95664360

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  4. A paz do Senhor, Pastor QueiroZ, vamos juntos lutar pela Capelania, que já é uma realidade no Brasil, entre em contato conosco ACGMEB, estamos juntos nessa causa! Pr.Cpl Roberto da GCMI.

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